Está proibido falar em crise, segundo o presidente interino, Michel Temer. Após dar posse a um ministério masculino e branco, Temer tentou ensaiar frases de efeito, ficou afônico, pediu uma pastilha e no fim disse que uma maneira de acabar com a crise seria parando de falar nela:
– Estou pensando em colocar de 10 a 20 milhões de outdoors em todo o país com a seguinte frase: “vamos acabar com a crise parando de falar em crise!” A claque que o acompanhava caiu na gargalhada. Mas a gente fez a conta:
Cada aluguel de outdoor custa R$ 700. Vinte milhões deles custaria a bagatela de 14 bilhões de reais. Uma maneira interessante de acabar com a crise, não?
Temer disse que não pretende acabar com os ganhos dos trabalhadores e tampouco com os programas sociais. Ele irá preservar, portanto, os programas Bolsa Família e outros mais.
Disse que vai contar com o Congresso que será parte indissolúvel do seu governo.
Dentre os 22 ministros apresentados, sete estão no alvo da Lava-Jato. Estes, a partir de agora, gozam de foro privilegiado. Mas ele assegura que não irá travar a investigação – até porque seus assessores mais próximos já estarão protegidos.
Sobre a ausência de povo na cerimônia, disse que foi uma opção pessoal.
