O transporte público gratuito está entre as soluções mais interessantes para cidades. A tarifa zero no transporte apresenta potencial para melhorar o trânsito, o bem-estar e a qualidade de vida não só de quem usa as redes, mas de toda a população, além do transporte ser mais eficiente, ecológico e econômico.
A cidade foi a primeira a adotar a gratuidade no transporte público municipal através da Lei nº 1922 aprovada em 1995. A lei ainda isentava o pagamento do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) a empresa que efetuasse o transporte coletivo urbano na cidade.
No entanto, em 1997, a lei foi revogada e o sistema começou a funcionar em modo de concessão. Assim, a remuneração da Concessionária passou a ser proveniente da cobrança de tarifas pagas diretamente por usuários do transporte, possibilitando gratuidades apenas a estudantes, desempregados, deficientes físicos e idosos acima de 60 anos, além de 30% de desconto no Passe Comum Social.
Porém, em 1999, o município suspendeu a gratuidade para desempregados e o desconto do Passe Comum Social.
Os principais pontos da situação descrita. Parece haver um aumento significativo na tarifa de ônibus, acompanhado por uma compensação financeira substancial para a empresa de transporte público. As razões por trás dessas decisões e os impactos na população podem ser temas de discussão e análise mais aprofundadas.
Tarifa Inicial: Quando a Empresa Rápido Sumaré e a Terra ganharam a licitação, o preço da passagem era de R$ 3,82. Neste cenário, o usuário pagava R$ 1,00 na catraca, e a Prefeitura subsidiava o restante, que era R$ 2,82.

Aumento de 62%: Posteriormente, a Prefeitura e o consórcio decidiram aumentar a tarifa de ônibus em Paulínia em 62%, elevando o preço de R$ 3,82 para R$ 6,19. Neste novo cenário, os usuários continuam pagando R$ 1,00, mas a Prefeitura agora subsidia R$ 5,19.
Aumento no Subsídio: Com o aumento da tarifa, o subsídio da Prefeitura aumentou de R$ 2,82 para R$ 5,19, representando um aumento de 84%.
Indenização para a Empresa: A Empresa Rápido Sumaré e a Terra receberam uma indenização no valor de R$ 7.598.319,90 pela diferença entre o valor da passagem anterior e o novo valor, que foi resultado do aumento.
A problemática na oferta do transporte público gratuito também envolve o uso exacerbado do serviço de modo a superar sua real função na sociedade. Embora existam fortes evidências de que seu uso está atrelado à classe social, uma vez que os ricos usam muito menos do que os pobres, estudos demonstram que oferecer um transporte gratuito é fornecer um serviço não somente aos usuários que mais precisam, mas a todos cidadãos, incluindo a população mais rica e o público motorizado/que possui automóveis não podem favorecer empresas específicas.
