Nogueirense morre após suposta negligência do pronto-socorro de Artur Nogueira

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O falecimento de Gustavo da Silva Lopes, 27 anos, está gerando discussões nas redes sociais hoje. O jovem foi sepultado no Cemitério Municipal de Artur Nogueira após sua morte ocorrida ontem e o funeral aconteceu no início desta quarta-feira.

Amigos e familiares de Gustavo estão levantando questões sobre as circunstâncias de sua morte, levantando a possibilidade de negligência médica.

Uma prima de Gustavo expressou preocupação com o atendimento médico que ele recebeu, alegando que ele procurou ajuda na noite de segunda-feira com sintomas graves, como dores na nuca, mas foi dispensado com a justificativa de que estava sofrendo de ansiedade.

Ela relatou que Gustavo voltou ao pronto-socorro na madrugada de terça-feira, desta vez com vômitos e convulsões, mas não recebeu a assistência necessária até ser transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Cosmópolis para fazer uma tomografia. Após o exame, ele foi enviado de volta a Artur Nogueira, onde, segundo relatos, não recebeu atendimento adequado até ser transferido para o Hospital das Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp), onde veio a falecer.

O vereador Henrique Telles apresentou um pedido formal à Secretaria de Saúde de Artur Nogueira em busca de explicações. A Santa Casa de Misericórdia de Cosmópolis, responsável pelo atendimento de pronto-socorro em Artur Nogueira, foi questionada pelo Portal Nogueirense sobre o incidente.

Em uma declaração, a Santa Casa esclareceu os eventos relacionados ao atendimento de Gustavo, afirmando que não houve omissão de socorro ou negligência durante os cuidados prestados em Artur Nogueira ou no Hospital das Clínicas da Unicamp.

O comunicado detalhou que Gustavo inicialmente buscou atendimento no pronto-socorro Municipal de Artur Nogueira com sintomas vagos, sendo medicado e observado antes de receber alta. Quando ele retornou com convulsões, todas as medidas foram tomadas para seu atendimento imediato, incluindo encaminhamento para exames na Santa Casa de Cosmópolis e posterior transferência para o Hospital das Clínicas da Unicamp como paciente prioritário. Infelizmente, apesar dos esforços médicos, ele faleceu devido a uma hemorragia intraventricular cerebral possivelmente relacionada a um aneurisma.

O comunicado reiterou que não houve negligência nos atendimentos prestados a Gustavo e expressou condolências pela tragédia. O departamento jurídico da Santa Casa de Misericórdia de Cosmópolis afirmou estar disponível para mais esclarecimentos, se necessário.


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