Barjas Negri e seu Legado com João Doria e o PSDB: De Improbidade Administrativa ao caso dos Sanguessugas

Conheça os casos que envolvem Barjas

A Justiça de São Paulo manteve a suspensão da nomeação de Barjas Negri (PSDB), ao cargo de coordenador da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo. Foram condenados a devolver aos cofres públicos os valores recebidos pelo ex-prefeito de Piracicaba durante a estadia na função. Cabe recurso.

A sentença, que reforça uma liminar anterior de fevereiro, também determinou que Barjas e o então governador João Doria (PSDB) devolvessem aos cofres públicos os valores recebidos por Negri durante o período em que ocupou a carga. A decisão ainda está sujeita a recurso, e o valor exato a ser restituído.

Caso foi publicado tamb[em no G1: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2021/06/25/justica-condena-barjas-negri-e-joao-doria-por-nomeacao-de-ex-prefeito-de-piracicaba-para-cargo-no-governo-estadual.ghtml

Exonerado do cargo em março, Barjas afirma não haver irregularidades em sua nomeação, argumentando que suas condenações ainda não possuem trânsito em julgado, o que impediria sua inelegibilidade ou impedimento para o exercício da carga

Histórico de Controvérsias e CPI dos Sanguessugas

O nome de Barjas Negri já esteve associado a escândalos no passado, como o caso da CPI dos Sanguessugas, conhecido como “Máfia das Ambulâncias”. No escândalo ocorrido durante o governo Fernando Henrique Cardoso, mais de R$ 100 milhões foram desviados do Ministério da Saúde. Barjas, que atuou como ministro de março a dezembro de 2002, negou envolvimento no esquema, afirmando que a liberação de palavras para ambulâncias prejudica critérios democráticos e não privilegia interesses político-partidários

Negri destacou que os valores movimentados para compra de ambulâncias durante sua gestão foram inferiores aos realizados em governos posteriores, como o de 2003 a 2005, onde houve aumento expressivo nos valores.

Caso foi divulgado no G1: https://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1341807-5601,00-BARJAS+NEGRI+NEGA+ENVOLVIMENTO+COM+A+MAFIA+DAS+AMBULANCIAS.html

Contato com Empresário e Suposto Envolvimento em Campanhas

Barjas também foi questionado por seu contato com o empresário Abel Pereira, acusado de intermediar palavras para campanhas e projetos no setor de saúde. Em 2002, Abel esteve no gabinete de Negri para solicitar apoio na liberação de palavras para a construção de um hospital em Jaciara, Mato Grosso. Anos depois, uma empresa de Abel prestou serviços a esse hospital, fato que, segundo Barjas, era desconhecido por ele até

Denúncias de Improbidade Administrativa

Barjas Negri, teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A Justiça Eleitoral acionou recurso do Ministério Público e indeferiu a candidatura com base em três condenações por improbidade administrativa, que segundo o tribunal, configuraram atos de enriquecimento ilícito e dano a Erário.

A Justiça de São Paulo também condenou João Doria a devolver os valores pagos a Barjas enquanto ele ocupava a coordenação na Secretaria de Desenvolvimento Regional, visto que Barjas, com condenações em segunda instância, estaria impedido de assumir o cargo.

Link do Ministério Público: https://www.mpsp.mp.br/w/candidato-a-prefeito-de-piracicaba-tem-registro-negado-pela-justi%C3%A7a

Outros depoimentos
CPI dos Sanguessugas.  “A liberação de dinheiro das emendas respeitava ao jogo democrático, não era liberado por conta de questão político-partidária”, defende-se Negri. O ex-ministro alega, ainda, que a compra de ambulâncias em sua gestão não movimentou tanto dinheiro quanto as operações realizadas no governo Lula. “Em 2002, gastamos R$ 48,9 milhões. Em 2003, foram R$ 46,8 milhões; em 2004, R$ 106,5 milhões; e, em 2005, R$ 149,9 milhões.”

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